domingo, 24 de janeiro de 2016

DOXOLOGIA À TRINDADE

Retornando às escritas de leve. Hoje, uma musiquinha de louvor a Deus que fiz dia 17/01/2016.

Ao Deus Pai, toda a Glória
E louvor pela Criação.
Louvado Seja, e bendito,
Pela Graça e a Salvação!

Jeová, Todo Poderoso,
Criador dos céus e da Terra,
Eternamente exaltado seja
O Teu nome entre as nações

Ao Deus Filho, todo o poder
E Glória pela Salvação.
Bendito seja o Cordeiro
Que se fez carne e viveu entre nós!

Jesus Cristo, Filho de Davi,
Que levou, sobre Si, nossos pecados,
Seja Teu nome engrandecido,
Santo, Santo, Grande Deus, Tu és.

Ao Divino Paracleto,
Graças pela vivificação.
Graças dou pela fé
Que deste ao meu pobre coração.

Senhor, Vivificador,
Procedente do Pai e do Filho,
Ó Real Consolador,
Peço a Ti um santo viver

Para a eternidade em Vós permanecer!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A solidão e tribulações afins: uma reflexão


Hoje é o dia de escrever de uma forma diferente. Faz tempo que eu não exercito isso aqui. Talvez seja a falta de vontade... sei lá.Com certeza é a falta de vontade, na verdade. Eu não tenho motivos para escrever mais. Eu escrevi coisas românticas no meu tempo, o que é bem bacana, desde que você tenha alguém para amar. Eu não tenho.
Faz alguns meses, na verdade, desde que eu senti alguma coisa. Acho que isso não faz mais parte da minha vida. Nem pensar nisso mais, eu penso. Sabe aquelas fantasias que tínhamos sobre a vida futura e como poderíamos ser eu e ela juntos com nossos filhos e coisas do tipo? Isso acabou.
O grande fato que explica essas coisas que eu tenho brevemente dito é um só: Deus não quer que eu me envolva com alguém. Pelo menos até hoje ele não quis. Não importa o que aconteça, eu sempre volto para o mesmo ponto 0,0: a solidão. Já me acostumei com isso. Solidão é uma forma de viver. Solidão é sina.
Não sei se será algo perene na minha vida. A realidade, infelizmente, tem apontado para concretude iminente desse futuro, mas o futuro, disse um homem sábio, no livro da humanidade (e das nossas vidas particulares), é composto de páginas em branco. Cabe a nós escrevê-lo.
Eu costumo fazer um adendo a essa frase: com a direção de Deus. Entreguei meus caminhos a Ele, e, até agora, a vida tem avançado através caminhos sólidos e para destinos de base sólida. É interessante como, em momentos nos quais eu tentei desviar-me dos caminhos do Senhor, Ele me colocou imediatamente de volta na estrada. Agradeço a Vós, Senhor Deus Trino, por isso. Lembro-me da passagem bíblica que nos ensina acerca da porta estreita e do caminho igualmente estreito que a sucede. Ele me amou primeiro, chamou-me para seguir Seus caminhos, e atendi ao chamado. O caminho não é só estreito. É espinhoso.
É interessante como, no meio dessas reflexões, eu sempre consiga achar conforto no Meu Senhor. Apesar de ser espinhoso, o caminho é pavimentado por Deus, de acordo com o plano que Ele tem para cada um dos seus filhos. Tenho uma tendência gigantesca a confiar no meu próprio entendimento. Esqueço-me - e isso vem do profundo da arrogância humana - de que, sendo criatura humana e, portanto, imperfeita, pecaminosa, não sou dotado de onisciência. Isso somente a Deus pertence. Nenhuma criatura, anjo ou humano, tem direito a usurpar esse mais que excelente atributo divino. O nosso caráter intimamente materialista, reflexo da nossa natureza pecaminosa, é manifestado principalmente nas ocasiões em que deixamos de confiar em Deus, ao passarmos a confiar sinceramente que, sozinhos, ainda que conscientes das limitações intrínsecas ao nosso ser humano, podemos tomar as rédeas da nossa vida e conduzi-la da melhor maneira possível. Isso é ilusório. É delírio de nossa mente.
Quisera eu que o que acabo de dizer fosse uma mera digressão. É, na verdade, uma conclusão a qual chego involuntariamente 100% das vezes em que me ponho a pensar sobre o que Deus quer para a minha vida. É inevitável. Assim como a Graça Divina é irresistível, é, também, irresistível para um dos filhos Seus reconhecer a soberania de Deus sobre os aspectos centrais da sua vida, desde a fé, até o ofício ou profissão a seguir. A grande verdade na qual chego todas as vezes em que me ponho a reclamar da solidão, assim como de outras dificuldades que surgem nessa nossa vida terrena, é a de que o próprio Deus, ao nos chamar para Si, para entrar na porta que, de tão estreita, poucos conseguem entrar, nos coloca no caminho que apenas esses poucos poderão aguentar. Porque poucos são os escolhidos.
É o melhor caminho, esse que Deus me colocou, ainda que aparente não ser. Afinal, “[...] nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Romanos 5:3-5). A experiência das tribulações é o que capacita um filho do Santo Deus para que aproveite o final desse caminho. Não é possível apreciar o que é bom e doce sem, antes, ter experimentado o que é mau, azedo e amargo. A solidão e outras coisas ruins são um passo para a plenitude das bênçãos do Senhor. Uma vez ultrapassadas - e eu sei que serão -, darão lugar ao regozijo perene. Louvado Seja Deus. Deus é bom.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

EU, POETA

Então, pessoas... estou aqui de novo, o que é bastante incomum, pois raramente tenho escrito, mas meio que tive um golpe de inspiração nos últimos dias, o que é bom, já que eu pensava ter perdido completamente a vontade de escrever. Enfim... mais um, desta vez falando um pouco o que é escrever, sei lá... espero que gostem.

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EU, POETA

Dá-me a luz no entendimento
Para transcrever os sentimentos
De uma vida corrida.
Senhoras e senhores, cantar-vos-ei os amores,
E as perturbações desta lida.
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Na alcova, enclausurado,
Papel e tinta como companheiros,
A registrar coisas presentes,
Ou amores do passado..
-
Ó companheiros desta sina,
De nosso ente inseparável.
Poetizemos, agora, pois,
O que deu-nos, Deus, por fado!
-
Cantemos à moça bela,
Que desfila pela viela,
As trovas ao luar
Geradas por nossas rimas,
Redondilhas pequeninas,
Ou ao nosso livre-versar!
-
Traduzirei os sentimentos;
Da vida, os lamentos,
Ou, em Ode, as alegrias,
Do viver, que é tão singelo,
Com velha tinta e papel,
Os registros do que anelo!
-
Dá-me, portanto, a luz
Para escrever as coisas belas.
Em pranto ou alegria, vou vivendo o meu fado,
Ao viver, com a poesia, em harmonia.

DANIEL DE ALCANIZ

16 de dezembro de 2014

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

AO VER-TE DE LONGE

É, galerinha... fazia um tempo que eu não colocava nada aqui. Mas, agora, estou postando algo saindo quentinho do forno. Espero que gostem:

AO VER-TE DE LONGE

Vi-te ao fim duma rua.
Entre mim e ti, um vão de dúvidas:
Ando? Paro? Meia-volta, volver?
Sonho com o feliz desfecho das caminhadas,
E em alcançar o que ao fim da rua estou a ver.
-
Vejo ao fim da rua a beleza mais rara;
Pura, verdadeira, doce, cândida,
Cujo olhar traduz a calma e a serenidade que tive outrora,
Antes de vê-la ao longe, nesta rua.
Afinal, que faço eu, se sem ação estou
Diante dela, cujo olhar me encantou?
-
Ao fim da rua está ela, cuja tez é angelical.
Certamente foi Deus quem a conferiu sorriso tal,
De uma brancura e franqueza sem igual.
-
Ela, cuja derme exala caridade,
Separada apenas por esta viela da cidade
De mim. Eu, que anelo tanto
Levar-te, meu anjo, aos lugares mais divinos
Que Deus dignou-se a criar.
-
Quero tomar-te pela mão,
Navegar contigo pelo firmamento;
Conhecer as latinas vinhas,
As vielas alfacinhas, onde o destino é mais bem cantado,
A morada dos deuses helênicos,
E todo este mundo de Meu Deus.
-
Aproxima-te de mim, meu Anjo, e
Deixa que me aproxime de ti.
Deixa que te toque e sinta
Toda a Plena Alegria que em ti reside.
-
Encontremo-nos ao meio desta rua,
Removamos tudo o que nela há
E vivamos, eu e tu, abençoados por Deus,
Desfrutando toda a felicidade que Ele nos dá.

DANIEL DE ALCANIZ
11 de dezembro de 2014

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PERSEVERANÇA TOTAL

Finalmente, depois de tanto tempo, pude escrever algo, e, agora, com a realização de um sonho recente: escrever um hino para a Glória do Senhor. Ele não foi feito para ser cantado por grupo de louvor, mas sim por um coral. A melodia que utilizei como base era cantada pelo coral do Exército da antiga União Soviética, que era o seu Hino Nacional. Espero que gostem. Louvado Seja Deus.
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Sou feliz porque o Senhor me alcançou
E me mantém forte nas lutas sem fim!
Ainda que eu ande em campos hostis,
Posso confiar na sua Graça sem fim!
-
Ó Pai, confiando, eu vou
Na firmeza do Teu amor,
Que nos sustenta. De nós, não se apartou.
Quão grande é o Sangue Real
Que redimiu este mortal,
Que agora está certo da Salvação total.
-
Quão grande é a alegria: Jesus me salvou!
Tirou-me do pecado; morar com Ele, eu vou!
Lutarei com afinco até o Grande Dia
Em que Jesus voltar. Não mais verei agonia!
-
Ó Pai, confiando, eu vou
Na firmeza do Teu amor,
Que nos sustenta. De nós, não se apartou.
Ó Santo e Soberano Deus,
Justos são os desígnios Teus.
Fortificar-me-ei na Graça do Filho Teu
-
Estou já em Cristo. Nova criatura, sou.
Já não temo o mal, pois Teu Sangue me lavou!
Selado estou, e não temo Belial,
E hoje ergo, com orgulho, o Teu Pendão Real!
-
Ó Pai, confiando, eu vou
Na firmeza do Teu amor,
Que nos sustenta. De nós, não se apartou.
Combaterei o bom combate
Até encerrar a carreira,
E a fé manterei até a hora derradeira!

Daniel de Alcaniz

27 a 29 de agosto de 2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

LETÍCIA

Letícia é onde o poema tem mais significado,
É lugar no qual a doçura faz habitação.
Trovadores não sabem descrever a sua beleza,
Ínfimas são as tentativas de fazê-lo.

Com Letícia, tudo se faz perfeito, e
Infinitos suspiros saem do meu peito,
Aquela confusão que é gerada em mim.

Letícia não se descreve, não se tenta entender.
Ela é algo que se sente,
Amor que toma o coração das gentes.
É um anjo lindo e doce que alumia meus dias escuros,
Bálsamo para os ferimentos mais profundos.

Quero Letícia para sempre ao meu lado,
Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença,
Ouvindo a sua voz tão Letícia,
A alegrar, para sempre, o meu dia.

Em 27/01/2014

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Manifesto de um natalense aos manifestantes conterrâneos

É movido pelo sentimento cristão que escrevo. Sentimento cristão e de patriotismo, pela vontade de ver o meu país mudado e ver o meu Estado renovado, de ver Natal em dias melhores, e de ver o meu povo vivendo em condições dignas de uma vida de paz.
Sei que o mundo não é perfeito, e que a utopia que todos temos nunca será realizada enquanto nós, homens, estivermos no poder. Esse dia somente chegará com a vinda de Cristo a Terra para levar os Seus e condenar os ímpios. Os ímpios estão no poder, e não se preocupem, meus compatriotas e contemporâneos: o que é deles está guardado.
Quero, porém, que eles sejam varridos das cadeiras Executivas, Legislativas e Judiciárias; quero, ainda, que nosso país se desenvolva sem corrupção, sem escândalos semanais nos noticiários nacionais, sem a roubalheira costumeira daqueles que dizem representar legitimamente o povo. Não tenho ódio por eles, mas pena. Não sabem que, um dia, serão julgados pelos seus atos, e será pelo julgamento perfeito, e não o falho.
Quero, também, dizer que a luta pelos nossos direitos é um dever para conosco mesmos. Deixar de lutar pelo direito é deixar o interesse público e individual de lado, e, com isso, todos os avanços que a conquista de direitos podem trazer para a vida coletiva. Não podemos jamais esquecer-nos de vigiar as autoridades para que elas continuem nos representando na forma para a qual foram eleitas. É nosso dever como cidadãos natalenses, potiguares e brasileiros.
Nunca é demais lembrar, ainda, que a força do voto trouxe o caos à nossa terra. A primeira vez, em 2008; a segunda, em 2010, e todos nós sabemos do resultado do descaso coletivo nas urnas. Isso não pode se repetir em 2014 nem em 2016. Estejam vigilantes quanto à escolha de candidato. Votar nulo não é forma de protesto. É apenas uma maneira de fugir da sua responsabilidade e dever de cidadão de escolher um candidato. Somos privilegiados pode termos o poder de escolha, e devemos exercê-lo. O fruto da luta de gerações não pode ser jogado fora assim. Votemos, e votemos bem, para que os motivos de nosso protesto não se repitam!
Amigos, amigas, irmãos, irmãs, compatriotas, conterrâneos e todos os outros: o tempo de mudança é esse! Quanta alegria tenho em ver-vos a lutar pelo que é seu! Quanto júbilo haverá em ver a luta se tornar em resultado! Estais a plantar a semente para um futuro melhor agora; os frutos virão mais tarde! As coisas que fazeis, talvez não saibam agora, mas sabereis depois! Os nossos filhos verão os frutos das nossas lutas, e regozijaremos em ver que valeu a pena! Não desistais, que a luta é dura, mas a vitória é certa!
Que Deus vos abençoe e abençoe Natal, o Rio Grande do Norte, e o Brasil!

Natal, Rio Grande do Norte, 20 de junho de 2013

Daniel Augusto de Alcaniz Santos: acadêmico de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte