quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

AO VER-TE DE LONGE

É, galerinha... fazia um tempo que eu não colocava nada aqui. Mas, agora, estou postando algo saindo quentinho do forno. Espero que gostem:

AO VER-TE DE LONGE

Vi-te ao fim duma rua.
Entre mim e ti, um vão de dúvidas:
Ando? Paro? Meia-volta, volver?
Sonho com o feliz desfecho das caminhadas,
E em alcançar o que ao fim da rua estou a ver.
-
Vejo ao fim da rua a beleza mais rara;
Pura, verdadeira, doce, cândida,
Cujo olhar traduz a calma e a serenidade que tive outrora,
Antes de vê-la ao longe, nesta rua.
Afinal, que faço eu, se sem ação estou
Diante dela, cujo olhar me encantou?
-
Ao fim da rua está ela, cuja tez é angelical.
Certamente foi Deus quem a conferiu sorriso tal,
De uma brancura e franqueza sem igual.
-
Ela, cuja derme exala caridade,
Separada apenas por esta viela da cidade
De mim. Eu, que anelo tanto
Levar-te, meu anjo, aos lugares mais divinos
Que Deus dignou-se a criar.
-
Quero tomar-te pela mão,
Navegar contigo pelo firmamento;
Conhecer as latinas vinhas,
As vielas alfacinhas, onde o destino é mais bem cantado,
A morada dos deuses helênicos,
E todo este mundo de Meu Deus.
-
Aproxima-te de mim, meu Anjo, e
Deixa que me aproxime de ti.
Deixa que te toque e sinta
Toda a Plena Alegria que em ti reside.
-
Encontremo-nos ao meio desta rua,
Removamos tudo o que nela há
E vivamos, eu e tu, abençoados por Deus,
Desfrutando toda a felicidade que Ele nos dá.

DANIEL DE ALCANIZ
11 de dezembro de 2014

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