segunda-feira, 9 de abril de 2012

MIMIAM AS FLORES


Eram flores. Eram rosas.
Vermelhas, brancas e amarelas,
Dançando num campo em aquarela,
Numa dança de paz e ternura.

A ternura deixava as rosas com sono.
Querendo mimir, somente isso buscavam.
E mimindo, mimindo, como criança embalada no colo da mãe,
Lembrava-me do quanto anelava mimá-la e niná-la nesse sonho doce,
Que, por mais distante que fosse, fazia-me suspirar.

E a moça morena mourisca, com seus cabelos negros da cor da noite,
Coletava as flores que ali mimiam.
Ao sentir a delicadeza de todas elas, deitou-se e mimiu entre todas.

Então, deixei de mimar as flores que ali mimiam,
Afaguei os cabelos da bela moça do sorriso mimoso,
Que dizia com sua voz em tom airoso:
Amo-te, Piá. Não há na vida quem como ti me seja tão zeloso.

sexta-feira, 9 de março de 2012

POEMA DA CHUVA


Céu cinza cobre a luz do sol,
A água cai em tempestade e trovões
Trazendo consigo as lágrimas dos anjos,
Que se compadecem da minha dor.
Em terras distantes, reside a amante
Que ilumina os dias meus.

E a trovoada, som que imita os meus ais noturnos,
Trova em homenagem à solidão do meu ser,
Distante mais de quinhentas léguas do seu ser,
Querendo a sua voz poder ouvir
E tua face poder ver.

Deus, Pai, tem pena de mim,
Este filho teu que se sente assim,
Em meio à água, breu e trovões da poderosa procela,
A bendizer o nome Teu, a esperar, pacientemente, por ela.

(Fiz hoje durante o toró aqui em Natal para uma pessoa muito distante)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

FORMER LOVE POEM


Cockcrow in my town.
You are not here now.
Here, only me and my solitude,
Thinking about all the love I gave you,
And your lack of gratitude.

All the heart that was yours was destroyed
By your silliness, your kindness,
The betrayal and by all the love I had for you.
Unfortunately, intentions doesn’t conquer anyone’s heart.

Now, I see. The light that used to light my eyes
Is lighting someone else’s eyes.
All the love I would still give you is gone.
For me, you are nothing anymore.
You and me are, in every sense, done.

(Poema em inglês que fiz recentemente. Aprovado?)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SINCERAMENTE


Sinceramente, de ti, não levo rancor.
Dos nossos momentos, só levo o sabor
De coisa boa e feliz.

Mas a tua vida não pode ser mais
Próxima da minha.
Tua voz não posso mais ouvir,
Nem teu cheiro posso mais sentir.

Vá de uma vez para os braços de outrem.
O amanhã somente ilusão te guarda,
A ilusão de ter um dia o amor que te dei ontem.

sábado, 31 de dezembro de 2011

CANÇÃO DE DOR

Deus meu, faça-me entender
E, de uma vez por todas, saber
O que faço para dela eu me esquecer.
Peço-te com toda a humildade,
Para que a felicidade eu possa conhecer.

Eu, que sempre agi com retidão,
Não mereço tal punição,
Como se ofensor eu fosse.
Mas, mesmo assim, não te maldigo,
Aceito o meu castigo,
Esta dor que carrego comigo.

É tão triste acordar amando alguém
E saber que, a despeito do que sinto,
Ela está nos braços de outrem.

Ai, quem dera, meu Pai, quem dera
Fazê-la entender, quem dera,
Que tudo o que eu quero é com ela ser feliz
Em uma eterna primavera.

(Tinha um tempo que eu não escrevia. kkkkkkkkk Essa foi inundada de tristeza. Espero que gostem)

sábado, 10 de dezembro de 2011

FADO SENTIMENTO E MALUQUICE


Ai, minha guitarra, o que farei agora,
Se a mulher que quero não me quer,
E, como conseqüência, tu choras?

Ai, guitarra minha, eu a farei os versos,
Cantarei-te, agora, tudo o que sinto.
Dá-me fidúcia, pois não minto,
Coisas que, somente a ti, eu confesso:

Quando ela passa, enche meu peito de alegria,
Canta toda a passarada
Como numa ode em euforia.
Ai, ai, quem me dera! Deus, meu, quem me dera,
Se, comigo, ela estivesse, a realizar esta quimera!

Agora, que te disse, guarda somente contigo
Esse segredo que, por dentro, me mata,
E que está sempre comigo.

Ai, minha guitarra, tu, que nunca me abandonas,
Canta para ela o que sinto.
Aqueles versos que traduzem meu sentimento
E que, neste momento, canto e repito:

Quando ela passa, enche meu peito de alegria,
Canta toda a passarada
Como numa ode em euforia.
Ai, ai, quem me dera! Deus, meu, quem me dera,
Se, comigo, ela estivesse, a realizar esta quimera!

(Meu primeiro fado, que compus ainda hoje à manhã cedinho. Espero que gostem. :D)

domingo, 4 de dezembro de 2011

POEMA EM MI MENOR


Às vezes, me pego pensando:
Onde estarás tu?
Onde estão aqueles olhos castanhos que tornam meu dia mais azul?
Podem estar com outro neles,
Mas de nada isso me importa
Se, no sentido inverso da aorta, estás a percorrer tu.

O céu negro da noite, que, dos teus cabelos rouba a cor,
Me faz sonhar com os teus beijos, num sonho de amor.
As nuvens, alvinitentes a pairar no céu, tentam desenhar-te.
Numa dança celestial sem fim pelos aires,
Juntam-se as estrelas em pares, no céu, em seus altares,
A fim de tua face desenharem.

E eu, mero amante teu, assim como Romeu,
Ao te ver passar, a alumiar o dia meu,
Percebo que, no meu coração, teu nome cravaste
Como num camafeu.

(Depois de um milênio... kkkkkkkkkkkkkkkk)